Crônica & Crônicas    

 Atualizado em 28.02.2006

A DIFICULDADE QUE A FORMAÇÃO MAROCZY COLOCA A QUEM TEM DE ENFRENTÁ-LA

28.02.2006 - Carlos Batista Lopes

Aproveitando a idéia do Dogeval ao publicar sua excelente partida no match CXV-LIAPE, envio essa, onde, logo nas primeiras jogadas é visível a dificuldade que a Formação Maroczy coloca a quem tem de enfrentá-la.

Quando comecei a jogar xadrez, na década de 60 (do século passado...), a Formação Maroczy (peões em c4 e e4) era considerada, já havia muitas décadas, fatal para o jogador que deixasse seu oponente chegar a ela.

Exatamente para evitá-la é que, na Siciiana, depois dos lances 1. e4 c5 2. Nf3 d6 3. d4 cxd4 4. Nxd4, universalizou-se a resposta negra 4...Nf6, obrigando as brancas a jogarem 5. Nc3, para impedi-las de lançar o peão em c4. O próprio Fischer fez uma menção a isso em "My 60 Memorable Games".

Hoje, dizem alguns (por exemplo, Shipov, que escreveu um livro sobre o assunto) que a Formação Maroczy não é tão fatal assim - sobretudo depois que Anand, com as negras, usou com sucesso várias vezes a Dragão Acelerado, variante que implica em aceitar que as brancas cheguem a uma Formação Maroczy de peões.

No entanto, continuo achando que ela torna o jogo muito difícil para o oponente, dificultando muito o seu contra-jogo, com um domínio sobre o centro que é muito complicado de combater.

Segue abaixo o link para a partida em que comento a idéia acima exposta.

FORMAÇÃO MAROCZY - Carlos Sanchez Roempler - Carlos Batista Lopes - Match LIAPE / CXV.

Carlos Batista Lopes